Assessoria Pedagógica

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terça-feira, 27 de novembro de 2012


Seu professor merece passar de ano?

Por Josiane Benedet
Quando chega o fim do ano letivo a cena é sempre a mesma. Aquela correria com festa de encerramento, matrícula, organização do amigo-secreto, orçamento daquela reforma que a escola tanto precisa, além do fechamento de notas dos alunos.

Também é nesse momento que os professores e coordenadores reúnem-se para analisar a situação de determinados estudantes que, por algum motivo, não conseguiram alcançar a média. É nessa hora que tudo o que o aluno fez durante o ano será colocado em pauta para o conselho decidir se ele merece ou não ser aprovado.

E o professor, será que ele está apto a passar de ano? Como saber se ele está correspondendo às expectativas da escola e dele mesmo? Como medir o desempenho da equipe? De nada adianta a escola ter todos os recursos de última geração se a equipe não estiver adequada à proposta, afinal, o que faz a diferença na instituição é o nível de competência dos professores.

A avaliação do corpo docente não precisa ser vista pelos educadores como um “paredão da morte”, na qual o diretor chama um a um e aponta as dificuldades e erros cometidos durante o ano letivo. A avaliação de desempenho dos profissionais da educação deve ser encarada como um termômetro que indica os pontos em que o professor está bom e no qual tem de melhorar.

Na opinião da diretora do Colégio Pitágoras – unidade Jardim – Maria José Pereira Castro, a avaliação deve representar uma oportunidade de melhora e não uma ameaça, por isso deve ser constante, durante o ano todo, e não apenas no encerramento do ano letivo.

Por onde começar

Elaborar um método de avaliação do corpo docente não tem segredo, mas para isso também não existe uma receita. Cada instituição, dentro da sua metodologia, deve fazer um levantamento do que deseja avaliar e, com base nesses dados, fazer uma espécie de questionário.

Professor... o alvo

Antes de tudo, é importante deixar claro para o docente que a avaliação não vai resultar em uma lista de demissões no final do ano; que o objetivo é ter um retorno sobre o trabalho desenvolvido.

Para o palestrante e autor de livros didáticos Paulo Sérgio Bedaque Sanches, o professor precisa aceitar-se como alguém passível de avaliação porque está servindo pessoas. Ainda na opinião de Bedaque, o educador não pode ser colocado em um ranking no qual existe o melhor e o pior, mas analisado individualmente, de forma clara. É algo que será visto apenas pela equipe da coordenação e o educador. “O que deve ser avaliado é o trabalho e não a pessoa. Se o processo for transparente o professor não vai sentir-se exposto”, completa Arnaldo William Pinto, diretor pedagógico do Grupo COC.

Como avaliar

Existem várias maneiras de avaliar a equipe. Segundo a assessora e consultora educacional Marisa Triani, a partir das incumbências atribuídas ao professor pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/96), a avaliação dos docentes deve abranger as seguintes dimensões: docência, participação no projeto pedagógico da escola e a colaboração com as atividades de articulação da instituição com as famílias e a comunidade. Para Marisa, a avaliação não deve ser subjetiva e isolada, por isso a melhor forma é unir uma série de dados e fontes para analisar o desempenho dos professores.

O papel do aluno no processo

Como a avaliação deve ser pensada de forma integrada, o aluno também faz parte do processo e jamais deve ser usado como única fonte de dados. Na opinião de Maria José, diretora do Pitágoras, o ideal é preparar o estudante sobre a importância da pesquisa, para que nenhum contratempo entre ele e o professor possa interferir nas respostas.Algumas escolas aproveitam o questionário que o estudante responderá e acrescentam algumas perguntas sobre o próprio aluno. “O objetivo da auto-avaliação é fazer com que o estudante responda com mais maturidade a pesquisa sobre o educador”, afirma Paulo Bedaque.

O que fazer com os resultados?

Como o papel da avaliação é analisar o desempenho dos professores, buscar pontos onde o trabalho deve ser melhorado, todo esse processo tem de resultar em conseqüências para os docentes e para a escola.

Segundo a consultora Marisa Triani, os profissionais que atingiram resultados positivos deverão progredir na carreira e aqueles cujo resultados foram insuficientes deverão participar de programas de formação continuada e fazer uma revisão do seu plano de trabalho, com o objetivo de suprir as deficiências identificadas no processo de avaliação.

O professor, assim como qualquer outro profissional, deve ter e cumprir metas claras. Também deve se preocupar em ser, a cada dia, a cada aula, melhor do que no dia anterior. Se não tiver números e dados claros, esse progresso acaba inviabilizado.


Texto retirado do site www.educacaointegral.com.br

Organizado por Pedagoga Luziane Nonato

 

2 comentários:

  1. Estou a visitar alguns blogs, e tive o privilégio de encontrar o seu, vi na pagina inicial o que escreveu, e como gostei folheei mais algumas páginas e fiquei maravilhado pelo que vi e li.
    Dou-lhe os parabéns, mas queria deixar um apelo continue assim dando sempre o melhor, boas mensagens, bons temas. Gosto de escrever, mas também gosto de ler bons temas, por isso é que parei aqui.
    Meu nome é: António Batalha.
    Sou um servo de Deus,e deixo aqui a minha bênção,que haja paz,amor na sua vida, muita saúde e felicidade.
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    1. Fico muito feliz com sua palavras Antônio. Vou seguir seu blog sim e volte sempre! Obrigada pelo incentivo.

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