Assessoria Pedagógica

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Educadora Sim

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012


Conhecimento prévio

Entenda por que  aquilo  que cada um já sabe é a ponte para saber mais.

Virou quase uma obrigação. Não há (ou pelo menos não deveria haver) professor que inicie a abordagem de um conteúdo sem antes identificar o que sua turma efetivamente conhece sobre o que será tratado. Apesar de corriqueira nos dias de hoje, a prática estava ausente da rotina escolar até o início do século passado. Foi Jean Piaget (1896-1980) quem primeiro chamou a atenção para a importância daquilo que, no atual jargão da área, convencionou chamar-se de conhecimento prévio.

As investigações do cientista suíço foram feitas sob a perspectiva do desenvolvimento intelectual. Para entender como a criança passa de um conhecimento mais simples a outro mais complexo, Piaget conduziu um trabalho que durou décadas no Instituto Jean-Jacques Rousseau e no Centro Internacional de Epistemologia Genética, ambos em Genebra, Suíça. Ao observar exaustivamente como os pequenos comparavam, classificavam, ordenavam e relacionavam diferentes objetos, ele compreendeu que a inteligência se desenvolve por um processo de sucessivas fases. Dependendo da qualidade das interações de cada sujeito com o meio, as estruturas mentais - condições prévias para o aprendizado, conforme descreve o suíço em sua obra - vão se tornando mais complexas até o fim da vida. Em cada fase do desenvolvimento, elas determinam os limites do que os indivíduos podem compreender.

Dessa perspectiva, fica claro que o cerne de sua investigação relaciona-se à capacidade de raciocínio. Por não estudar o processo do ponto de vista da Educação formal, Piaget não se interessava tanto pelo conhecimento como conteúdo de ensino. Na década de 1960, esse tema mereceu a atenção de outro célebre pensador da Psicologia da Educação, o americano David Ausubel (1918-2008). "Ele foi possivelmente um dos primeiros a usar a expressão conhecimento prévio, hoje consagrada entre os professores", diz Evelyse dos Santos Lemos, pesquisadora do ensino de Ciências e Biologia do Instituto Oswaldo Cruz.

De acordo com Ausubel, o que o aluno já sabe - a ideia-âncora, na sua denominação - é a ponte para a construção de um novo conhecimento por meio da reconfiguração das estruturas mentais existentes ou da elaboração de outras novas. Quando a criança reflete sobre um conteúdo novo, ele ganha significado e torna mais complexo o conhecimento prévio. Para o americano, o conjunto de saberes que a pessoa traz como contribuição ao aprendizado é tão essencial que mereceu uma citação contundente, no livro Psicologia Educacional: "O fator isolado mais importante influenciando a aprendizagem é aquilo que o aprendiz já sabe. Descubra isso e ensine-o de acordo".

Ao enfatizarem aspectos distintos do conhecimento prévio, as visões de Piaget e Ausubel se complementam. "Para aprender algo são necessárias estruturas mentais que deem conta de novas complexidades e também conteúdos anteriores que ajudam a assimilar saberes", diz Fernando Becker, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Sondagens de saberes: como fazê-las bem

Mais sobre teorias da aprendizagem

Reportagens



Planos de aula



Edição Especial


Série Esp



Não resta dúvida de que a força conferida ao conhecimento prévio transformou as rotinas das salas de aula. Entretanto, ainda persistem alguns mal-entendidos relacionados ao tema. O mais básico deles é realizar a sondagem do que a turma sabe, mas não utilizar esse resultado no planejamento do trabalho diário. "De nada adianta coletar informações se elas não servirem como guia para orientar atividades, agrupamentos e intervenções", defende Tania Beatriz Iwaszko Marques, docente da UFRGS.

Outro engano recorrente diz respeito à forma como as sondagens são conduzidas. Para muitos professores, diagnosticar conhecimentos prévios equivale a conversar com os alunos e ver o que eles sabem sobre o assunto. Essa raramente é a melhor estratégia. Digamos, por exemplo, que o objetivo de um docente de Educação Física é ensinar futebol. Dificilmente ele vai conhecer a condição prévia de cada criança a não ser que as coloque para jogar. "O caminho mais indicado para identificar os saberes dos estudantes é propor situações-problema, desafios que os obriguem a mobilizar o conhecimento que possuem para resolver determinada tarefa", afirma Regina Scarpa, coordenadora pedagógica de NOVA ESCOLA.

Também vale pôr em xeque a tese de que todos os saberes que a turma possui sempre colaboram para a construção de um conhecimento. Na verdade, em alguns casos, eles podem até ser um obstáculo. No campo das Ciências, por exemplo, a experiência empírica das crianças as leva a pensar que, entre os seres vivos, aqueles que se locomovem são animais, enquanto os demais são vegetais. Essa noção pode dificultar a compreensão de que corais e esponjas sejam animais. A nova informação somente será compreendida quando os alunos perceberem a incoerência explicativa da ideia anterior. No caso, estudando as características específicas de celenterados e poríferos e compreendendo que animais e movimento não são características indissociáveis.


Conhecimento prévio não é sinônimo de pré-requisito

Mais sobre teorias da aprendizagem

Reportagens



Planos de aula



Edição Especial


Série Especial




Um último ponto - fundamental - é desfazer a confusão entre conhecimento prévio e os chamados pré-requisitos. Apesar do uso corrente como sinônimos, no campo da Educação os dois termos não significam a mesma coisa. Enquanto conhecimento prévio diz respeito aos saberes que os alunos já possuem, os pré-requisitos constituem uma lista, muitas vezes arbitrária, de conteúdos e habilidades sem as quais, teoricamente, não seria possível avançar para o conteúdo seguinte. Há dois problemas com o uso de pré-requisitos. O primeiro é excluir do processo educativo alunos que não dominam determinado tema. O segundo é que, em muitos casos, os pré-requisitos determinados pelo professor são aleatórios e não têm relação com o processo de aprendizagem. Na alfabetização, por exemplo, pensava-se há até pouco tempo que conhecer todas as letras do alfabeto era um pré-requisito para começar a escrever. Hoje, as pesquisas psicogenéticas mostram que isso não é verdade, já que as letras do nome próprio funcionam como um primeiro referencial para as crianças arriscarem a escrita. "Trabalhar com conhecimento prévio, em vez de pré-requisitos, aprimora o ensino", finaliza Regina.

Trecho de livro

"Para que um novo instrumento lógico se construa, é preciso sempre instrumentos lógicos preliminares; quer dizer que a construção de uma nova noção suporá sempre substratos, subestruturas anteriores e isso por regressões indefinidas."
Jean Piaget, no livro Problemas de Psicologia Genética (coleção Os Pensadores)

Comentário Para Piaget, todo conhecimento somente é possível porque há outros anteriores. É dessa maneira que se desenvolve a inteligência. Desde o nascimento, as pessoas começam a realizar um processo contínuo e infinito de construção do conhecimento, alcançando níveis cada vez mais complexos. Construídas passo a passo, as estruturas cognitivas são condições prévias para a elaboração de outras mais complexas. Ao agir sobre um novo objeto ou situação que entre em conflito com as capacidades já existentes, as pessoas fazem um esforço de modificação para que suas estruturas compreendam a novidade.

Resumo do conceito Conhecimento prévio
Elaboradores: Jean Piaget (1896-1980) e David Ausubel (1918-2008)


O termo designa os saberes que os alunos possuem e que são essenciais para o aprendizado. Na década de 1920, Jean Piaget identificou as estruturas mentais como condições prévias para aprender. Nos anos 1960, David Ausubel chamou de conhecimento prévio os conteúdos fundamentais para adquirir novos conhecimentos.

 Fonte: www.novaescola.com.br/gestãoescolar ( Elisângela Fernandes )

Organizado por Pedagoga Luziane Nonato
 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012


Escola e Família

 
O Século XXI trouxe uma série de mudanças no modo de pensar
e agir das pessoas, por causa das novas descobertas científicas,
o advento de novas tecnologias, o melhoramento dos meios de
 comunicação, etc. A “aldeia global” do filósofo e educador canadense  
Marshall McLuhan, no século passado, não passa hoje de mera
 telinha de notebook ou smartphone. O aprimoramento
extremado da comunicação, infelizmente, não levou com a
 mesma intensidade à melhoria do diálogo entre as pessoas,
gerações e instituições. Entretanto, algumas posturas em
relação aos detentores dos conhecimentos e os modos de
ensiná-los aos aprendentes e o como estes o adquirem
mudaram substancialmente. Na área da educação,
por exemplo, a escola, antes praticamente colocada
em um pedestal pelos pais, que deixavam sob
a responsabilidade da instituição praticamente todas
as decisões que diziam respeito à educação dos filhos,
 já não tem mais a mesma autonomia no processo
de aprendizado da criança ou adolescente. Assim surge um
cenário no qual escola, alunos e pais precisam, juntos,
 construir um caminho para o diálogo, pois o acesso aos
saberes e valores não é mão única de nenhuma
das partes envolvidas. Muito pelo contrario, o
estreitamento dos laços entre essas partes pode contribuir
ainda mais para a formação de competências, habilidades e
 princípios que o aluno irá levar pelo resto da vida e que serão  
de extrema importância para o sucesso pessoal e profissional do jovem.

 

Qualquer desconchavo entre pais, alunos e escola pode tornar-se um entrave ou até mesmo um desastre para o processo educacional, principalmente quando os réus se fazem de vítimas e estas se tornam rés. Muitas vezes, os pais, independentemente de análise dos fatos ocorridos, por uma questão de empatia familiar, colocam-se ao lado dos filhos, em detrimento da verdade. Por outro lado, em alguns casos, é a escola que interfere em problemas de família que dizem respeito só a esta. Ademais, o problema familiar não deve modificar a rotina escolar da criança ou adolescente nem da instituição deve interferir nas questões diretas do âmago familiar. O que os pais esperam, no mínimo, é uma intuição de ensino que preze, acima de tudo, a formação do aluno como ser humano.

 

Seja pública ou privada, uma escola não pode deixar que questões de status socioeconômico afetem decisões sobre a vida dos alunos no ambiente de estudo. Se o aluno fez algo que tenha ido contra os princípios sociais e normas da instituição, é imprescindível que a escola lhe aplique uma punição justa, consoante a gravidade das faltas.

Um caso recente, ocorrido em uma escolar particular da Região Metropolitana de Belo Horizonte, expõe de maneira clara e objetiva o quanto pode ser arriscado defender a criança ou adolescente quando, na verdade, o correto seria mostrar ao infrator a inconveniência do erro cometido.

Uma garota fazia prova em sala de aula, acompanhada por três professores, que a flagraram colando. Um dos professores pediu que ela entregasse o pedaço de papel usado para colar, que estava debaixo de um das pernas dela. A aluna negou que o papel existisse, mas quando o educador pediu para que ela se levantasse, a cola foi encontrada. Houve uma reunião entre os professores e, por unanimidade, a prova da garota foi anulada e ela recebeu nota zero. Indignada, a mãe tomou as dores da filha e entrou com uma ação na justiça, pedindo indenização por danos morais, alegando que a garota passou por um enorme constrangimento na frente dos colegas de classe.

Esse é um entre vários exemplos que ocorrem repetidamente em escolas do país. Ao tomar partido dos filhos, mesmo que eles tenham cometido uma infração grave, os pais praticamente estão endossando o comportamento indesejável. E ainda abrem margem para que o jovem se sinta blindado, acima do bem e do mal, confiante de que, no futuro, se cometer outro erro, terá o apoio do pai ou da mãe. E quiçá da sociedade. Muitos pais não fazem ideia do equivoco que estão cometendo e que podem comprometer de maneira decisiva a formação do caráter do filho. A melhor educação é o exemplo, e quando a família defende o aluno em prático de comportamento desviante, ela está praticamente mostrando que o crime compensa e que burlar as regras é correto. Já a escola precisa enxergar o aluno de forma única, cuidando dele como se ela fosse um braço direito dos pais no local em que eles não podem orientar os filhos porque não estão presentes e justamente no período em que ocorre a formação maior do caráter, infância e adolescência.

Enquanto os pais não encontrarem o equilíbrio ao lidar com situações semelhantes aos exemplos aludidos e o ocorrido na instituição citada, não sabendo se posicionarem senão em defender os filhos, estes estarão correndo um sério risco de, em futuro não muito distante, ter que resolver problemas não com professores e diretores, mas, sim, em delegacias e tribunais de justiça.

 

Emiro Barbini - Presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais.

Fonte: Jornal Estado de Minas

 

 

Organizado por Pedagoga Luziane Nonato
 
 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012



RESULTADO DA ENQUETE:



"EM QUAL REDE DE ENSINO VOCÊ TRABALHA?"

 


69 % DOS VISITANTES DO BLOG DA EDUCADORA SIM LECIONAM EM ESCOLAS DO ENSINO PÚBLICO.

CONFIRAM:

69% pública
26% particular
4% particular/pública

- OBRIGADA A TODOS QUE RESPONDERAM A ENQUETE EDUCADORA SIM -

FIQUEM ATENTOS À NOVA ENQUETE.
 
Organizado por Pedagoga Luziane Nonato
 
 
 
 
 

terça-feira, 27 de novembro de 2012


Seu professor merece passar de ano?

Por Josiane Benedet
Quando chega o fim do ano letivo a cena é sempre a mesma. Aquela correria com festa de encerramento, matrícula, organização do amigo-secreto, orçamento daquela reforma que a escola tanto precisa, além do fechamento de notas dos alunos.

Também é nesse momento que os professores e coordenadores reúnem-se para analisar a situação de determinados estudantes que, por algum motivo, não conseguiram alcançar a média. É nessa hora que tudo o que o aluno fez durante o ano será colocado em pauta para o conselho decidir se ele merece ou não ser aprovado.

E o professor, será que ele está apto a passar de ano? Como saber se ele está correspondendo às expectativas da escola e dele mesmo? Como medir o desempenho da equipe? De nada adianta a escola ter todos os recursos de última geração se a equipe não estiver adequada à proposta, afinal, o que faz a diferença na instituição é o nível de competência dos professores.

A avaliação do corpo docente não precisa ser vista pelos educadores como um “paredão da morte”, na qual o diretor chama um a um e aponta as dificuldades e erros cometidos durante o ano letivo. A avaliação de desempenho dos profissionais da educação deve ser encarada como um termômetro que indica os pontos em que o professor está bom e no qual tem de melhorar.

Na opinião da diretora do Colégio Pitágoras – unidade Jardim – Maria José Pereira Castro, a avaliação deve representar uma oportunidade de melhora e não uma ameaça, por isso deve ser constante, durante o ano todo, e não apenas no encerramento do ano letivo.

Por onde começar

Elaborar um método de avaliação do corpo docente não tem segredo, mas para isso também não existe uma receita. Cada instituição, dentro da sua metodologia, deve fazer um levantamento do que deseja avaliar e, com base nesses dados, fazer uma espécie de questionário.

Professor... o alvo

Antes de tudo, é importante deixar claro para o docente que a avaliação não vai resultar em uma lista de demissões no final do ano; que o objetivo é ter um retorno sobre o trabalho desenvolvido.

Para o palestrante e autor de livros didáticos Paulo Sérgio Bedaque Sanches, o professor precisa aceitar-se como alguém passível de avaliação porque está servindo pessoas. Ainda na opinião de Bedaque, o educador não pode ser colocado em um ranking no qual existe o melhor e o pior, mas analisado individualmente, de forma clara. É algo que será visto apenas pela equipe da coordenação e o educador. “O que deve ser avaliado é o trabalho e não a pessoa. Se o processo for transparente o professor não vai sentir-se exposto”, completa Arnaldo William Pinto, diretor pedagógico do Grupo COC.

Como avaliar

Existem várias maneiras de avaliar a equipe. Segundo a assessora e consultora educacional Marisa Triani, a partir das incumbências atribuídas ao professor pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/96), a avaliação dos docentes deve abranger as seguintes dimensões: docência, participação no projeto pedagógico da escola e a colaboração com as atividades de articulação da instituição com as famílias e a comunidade. Para Marisa, a avaliação não deve ser subjetiva e isolada, por isso a melhor forma é unir uma série de dados e fontes para analisar o desempenho dos professores.

O papel do aluno no processo

Como a avaliação deve ser pensada de forma integrada, o aluno também faz parte do processo e jamais deve ser usado como única fonte de dados. Na opinião de Maria José, diretora do Pitágoras, o ideal é preparar o estudante sobre a importância da pesquisa, para que nenhum contratempo entre ele e o professor possa interferir nas respostas.Algumas escolas aproveitam o questionário que o estudante responderá e acrescentam algumas perguntas sobre o próprio aluno. “O objetivo da auto-avaliação é fazer com que o estudante responda com mais maturidade a pesquisa sobre o educador”, afirma Paulo Bedaque.

O que fazer com os resultados?

Como o papel da avaliação é analisar o desempenho dos professores, buscar pontos onde o trabalho deve ser melhorado, todo esse processo tem de resultar em conseqüências para os docentes e para a escola.

Segundo a consultora Marisa Triani, os profissionais que atingiram resultados positivos deverão progredir na carreira e aqueles cujo resultados foram insuficientes deverão participar de programas de formação continuada e fazer uma revisão do seu plano de trabalho, com o objetivo de suprir as deficiências identificadas no processo de avaliação.

O professor, assim como qualquer outro profissional, deve ter e cumprir metas claras. Também deve se preocupar em ser, a cada dia, a cada aula, melhor do que no dia anterior. Se não tiver números e dados claros, esse progresso acaba inviabilizado.


Texto retirado do site www.educacaointegral.com.br

Organizado por Pedagoga Luziane Nonato

 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Natal

Lembrancinhas  e decorações de Natal

 
Queridos (as) Educadores (as);
Como já estamos todos organizados para o natal, deixo aqui algumas sugestões de enfeites principalmente os feitos com material reciclável. Todos os modelos foram coletados em pesquisas na internet e ao fim da postagem estão os devidos créditos. Não tem nenhum feito por mim, pois estou desde o fim de setembro de licença maternidade , mas farei alguns para a minha casa e coloco as fotos para vocês verem como ficou! 













Créditos:
 
Cintia Alves
Doce Magia de Ensinar
Arte de Ensinar
Espaço EducarTops
Tia Fabíola e Cia
 
Organizado por Pedagoga Luziane Nonato

 
 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Data Comemorativa

20 de novembro - Dia da CONSCIÊNCIA NEGRA

 
O Dia da Consciência Negra homenageia  e resgata as negras raízes do povo brasileiro. É o dia da morte de Zumbi dos Palmares,onde somos levados a refletir sobre a presença do negro na sociedade brasileira.
 
É dever das escolas trabalharem  temas que se referem aos povos africanos dentro do seu currículo enfatizando a diversidade cultural do país, segundo os PCN'S.
 
Para Educação Infantil e Séries Iniciais sugiro como trabalhado não somente para essa data mas para todo o ano letivo as seguintes leituras que abordam este tema:
 
* Menina bonita do laço de fita - Ana Maria Machado
* O patinho feio - Hans Christian Andersen
* Tudo bem ser diferente - Todd Parr
* O menino marron - Ziraldo
* Bonequinha Preta - Alaíde Lisboa de Oliveira
* As tranças de Bintou -  Sylviane A. Diouf

Organizado por Pedagoga Luziane Nonato

 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Agora sou MAMÃE !!!!

O PRESENTE DE DEUS



EM 2009 TIVE QUE ME AFASTAR DO BLOG  POIS MEU PAI FICOU DOENTE E PRECISAVA TRABALHAR , REALIZAR MINHAS ASSESSORIAS E CUIDAR DELE.

EM 2010, ME AFASTEI NOVAMENTE POR PROBLEMAS GRAVES FAMILIARES.

EM 2011, DESEMPREGADA  EM 1 HORÁRIO APROVEITEI PARA TRABALHAR NESSE  HORÁRIO EM OUTRA ÁREA, O QUE TOMOU TODO O  MEU TEMPO POIS TRABALHAVA DE SEGUNDA A SEGUNDA SEM PARAR UMA VEZ QUE NÃO ABANDONEI A ESCOLA NEM AS ASSESSORIAS.

FINALMENTE EM 2012, VOLTEI A TRABALHAR EM ESCOLA NO HORÁRIO INTEGRAL E PENSEI QUE IRIA PODER VOLTAR POSTAR NO BLOG PARA AJUDAR TODOS OS MEUS AMIGOS SEGUIDORES , PORÉM POR MAIS UMA VEZ NÃO CONSEGUI. MAS DESTA VEZ FOI POR UM MOTIVO "M A R A V I L H O S O"... DEUS ME PRESENTEOU E EM FEVEREIRO DE 2012 DESCOBRI QUE SERIA MAMÃE PELA 1ª VEZ!!!!

COMO NA MINHA VIDA NADA É FÁCIL, 1 MÊS APÓS DESCOBRIR QUE IA SER MAMÃE, AINDA NO 3º MÊS DE GESTAÇÃO MINHA PLACENTA DESCEU, DESCOLOU A PONTA E FORMOU-SE ALI UM HEMATOMA... SANGRAVA DEMAIS E O RISCO DE PERDER MEU BEBÊ ERA MUITO GRANDE. PRECISEI ENTÃO FAZER REPOUSO ABSOLUTO E ME AFASTEI DA ESCOLA NO HORÁRIO DA TARDE CONTINUANDO A TRABALHAR APENAS DE MANHÃ. APÓS 40 DIAS DE REPOUSO A PLACENTA VOLTOU AO LUGAR E OS RISCOS PASSARAM ME DEIXANDO MUITO ALIVIADA. MAS MESMO ASSIM , FIQUEI MUITO CANSADA, NÃO CONSEGUIA MAIS INSPIRAÇÃO PARA POSTAR AQUI NO BLOG, SÓ QUERIA PENSAR NO BEBÊ.

TUDO CORREU BEM ATÉ O FINAL DA GRAVIDEZ, EM 29 DE SETEMBRO DE 2012, APÓS UM PARTO UM POUCO COMPLICADO, NASCEU O PRESENTE QUE DEUS ME ENVIOU " MINHA FILHA SARAH EMANUELLY".

HOJE SOU A PESSOA MAIS FELIZ  , REALIZADA E COMPLETA DESSE MUNDO. AGORA ESTOU DE VOLTA ... PARA POSTAR MUITA COISA LEGAL PARA VOCÊS.

EM BREVE LANÇANDO NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK!

AGUARDEM...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Déficit de Atenção

Sintomas frequentemente confundidos com irresponsabilidade.

Antes de mais nada gostaria de elucidar que o que me motivou a escrever essas linhas foram os frequentes relatos de pacientes portadores de TDAH que diziam se sentir irresponsáveis perante a família, o trabalho ou a vida acadêmica.

Embora os comportamentos relatados por essas pessoas sejam iguais ou muito semelhantes aos dos tidos "irresponsáveis", o que motiva os referidos comportamentos é de ordem completamente adversa.

Uma vez que o TDAH é concebido como um transtorno de origem neurobiológica que se caracteriza por uma desregulação nos sistemas dopaminérgicos e noradrenérgicos e que esses são responsáveis pelo controle da atenção, organização, planejamento, motivação, cognição, atividade motora, funções executivas e sistema emocional de recompensa, todos os comportamentos, que embora muito se assemelhem com os comportamentos de um "irresponsável", acontecem a revelia do querer dessas pessoas, e o que é pior, acontecem sob a luz de seus próprios julgamentos, pois muitas vezes condenam e julgam ações semelhantes.

Agora falaremos um pouco sobre as pessoas tidas como "irresponsáveis"; são pessoas que geralmente provém de uma educação inadequada onde os valores e a ética frequentemente são deturpados. Comportamentos como: atrasar contas e procrastinar tarefas são adotados de forma "consciente", ou seja, a pessoa decide por agir dessa maneira.

Embora a motivação e o nível de consciência da ação sejam diferentes, o resultado, a grosso modo, é o mesmo, o que torna a vida dessas pessoas ainda mais difícil, pois além de desaprovarem seu próprio comportamento, são julgados o tempo inteiro como se fossem realmente irresponsáveis.

Sendo assim, se faz importante a busca pelo tratamento, que não dá conta de curar o transtorno, mas auxilia o indivíduo no desenvolvimento de estratégias para lidar com essa condição de forma a minimizar esses comportamentos tão indesejáveis.

Um indivíduo pode viver a vida inteira se auto-depreciando e pagando um preço muito alto pela ausência de informação e de tratamento, por isso, se você se identifica com as descritas situações, busque a ajuda de um profissional.
          
Texto por Viviane Cornachini
Sobre a autora:
Viviane Cornachini é Psicóloga Clínica formada pela Universidade Católica de Santos. Interessou-se pelo tema a partir de uma aula sobre TDAH no curso de Psicologia, onde o professor ao falar do assunto, parecia estar descrevendo sua vida e a de alguns de seus familiares. Desde então vem dedicando-se ao estudo deste tema, atendendo a adultos e crianças em Santos e em São Paulo, visando ajudá-los a entender e a conviver melhor com esta a condição que também é a sua.

Visite o Site: www.dtah.net.br

Organizado por Pedagoga Luziane Nonato


        

Bate papo com Marcelo Tas

Educadores, leiam algumas falas de Marcelo Tas que podem fazer
você  começar a pensar a fazer diferente
 e principalmente a fazer a diferença!

Marcelo diz :
(...)- Todos nós estamos defasados
 em relação a educação...quem acha que não está...
está desinformado..
Estar defasado é estar em sincronia com o seu
tempo...
Tudo muda o tempo todo (...)
(...) - Todos hoje em dia temos
Orkut,facebook,blog,twiter,msn...
 E-mail é coisa de velho!!!(...)

E ainda deixa um receita para o educadores
brasileiros

(...) - Os educadores deveriam unir o
humor a educação.
Olhar para realidade com humor NÃO é para dar
 risada e sim para entendê-la (...)
(...) - A síntese da educação é expressar o que vivemos...
isso é  cultura (...)
Parabéns Marcelo Tas ... Como é bom assistir um programa onde se fala
 tão bem sobre a Educação!
Bate papo de MARCELO TAS ( CQC- Micro blogueiro) com alunos
 de uma escola pública de SP
 no Programa Caminhos da Escola- Debates - TV Escola

Organizado por Pedagoga Luziane Nonato

Mensagem

domingo, 22 de janeiro de 2012

Filmes infantis

Depois das férias recebemos nossos alunos veteranos de volta e ainda ganhamos muitos novatos!!!!
Quando essa turminha chega quer logo contar as novidades!
Uma dessas novidades é sempre o filme que viu no cinema...
E nos professores não sabemos dialogar com nossos alunos sobre o filme visto pois não fomos ao cinema vê-lo...
 Aff...
Não passe por isso neste ano de 2012... Ainda dá tempo de se atualizar...
Aqui vai algumas dicas de filmes.

ALVIN E OS ESQUILOS 3

AS AVENTURAS DE TINTIM
Aproveitem para se divertirem...
Vídeos- youtube
Organizado por Pedagoga Luziane Nonato


Dislexia

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Na Primeira Infância:

1 - atraso no desenvolvimento motor desde a fase do engatinhar, sentar e andar;
2 - atraso ou deficiência na aquisição da fala, desde o balbucio á pronúncia de palavras;
3 - parece difícil para essa criança entender o que está ouvindo;
4 - distúrbios do sono;
5 - enurese noturna;
6 - suscetibilidade à alergias e à infecções;
7 - tendência à hiper ou a hipo-atividade motora;
8 - chora muito e parece inquieta ou agitada com muita freqüência;
9 - dificuldades para aprender a andar de triciclo;
10 - dificuldades de adaptação nos primeiros anos escolares.

Observação:
Pesquisas científicas neurobiológicas recentes concluiram que o sintoma mais conclusivo acerca do risco de dislexia em uma criança, pequena ou mais velha, é o atraso na aquisição da fala e sua deficiente percepção fonética. Quando este sintoma está associado a outros casos familiares de dificuldades de aprendizado - dislexia é, comprovadamente, genética, afirmam especialistas que essa criança pode vir a ser avaliada já a partir de cinco anos e meio, idade ideal para o início de um programa remediativo, que pode trazer as respostas mais favoráveis para superar ou minimizar essa dificuldade.
A dificuldade de discriminação fonológica leva a criança a pronunciar as palavras de maneira errada. Essa falta de consciência fonética, decorrente da percepção imprecisa dos sons básicos que compõem as palavras, acontece, já, a partir do som da letra e da sílaba. Essas crianças podem expressar um alto nível de inteligência, "entendendo tudo o que ouvem", como costumam observar suas mães, porque têm uma excelente memória auditiva. Portanto, sua dificuldade fonológica não se refere à identificação do significado de discriminação sonora da palavra inteira, mas da percepção das partes sonoras diferenciais de que a palavra é composta. Esta a razão porque o disléxico apresenta dificuldades significativas em leitura, que leva a tornar-se, até, extremamente difícil sua soletração de sílabas e palavras. Por isto, sua tendência é ler a palavra inteira, encontrando dificuldades de soletração sempre que se defronta com uma palavra nova.
Porque, freqüentemente, essas crianças apresentam mais dificuldades na conquista de
domínio do equilíbrio de seu corpo com relação à gravidade, é comum que pais possam submete-las a exercícios nos chamados "andadores" ou "voadores". Prática que, advertem os especialistas, além de trazer graves riscos de acidentes, é absolutamente inadequada para a aquisição de equilíbrio e desenvolvimento de sua capacidade de andar, como interfere, negativamente, na cooperação harmônica entre áreas motoras dos hemisférios esquerdo-direito do cérebro. Por isto, crianças que exercitam a marcha em "andador", só adquirem o domínio de andar sozinhas, sem apoio, mais tardiamente do que as outras crianças.
Além disso, o uso do andador como exercício para conquista da marcha ou visando uma maior desenvoltura no andar dessa criança, também contribui, de maneira comprovadamente negativa, em seu desenvolvimento psicomotor potencial-global, em seu processo natural e harmônico de maturação e colaboração de lateralidade hemisférica-cerebral.
A Partir dos Sete Anos de Idade:


1 - pode ser extremamente lento ao fazer seus deveres:
2 - ao contrário, seus deveres podem ser feitos rapidamente e com muitos erros;
3 - copia com letra bonita, mas tem pobre compreensão do texto ou não lê o que escreve;
4 - a fluência em leitura é inadequada para a idade;
5 - inventa, acrescenta ou omite palavras ao ler e ao escrever;
6 - só faz leitura silenciosa;
7 - ao contrário, só entende o que lê, quando lê em voz alta para poder ouvir o som da palavra;
8 - sua letra pode ser mal grafada e, até, ininteligível; pode borrar ou ligar as palavras entre si;
9 - pode omitir, acrescentar, trocar ou inverter a ordem e direção de letras e sílabas;
10 - esquece aquilo que aprendera muito bem, em poucas horas, dias ou semanas;
11 - é mais fácil, ou só é capaz de bem transmitir o que sabe através de exames orais;
12 - ao contrário, pode ser mais fácil escrever o que sabe do que falar aquilo que sabe;
13 - tem grande imaginação e criatividade;
14 - desliga-se facilmente, entrando "no mundo da lua";
15 - tem dor de barriga na hora de ir para a escola e pode ter febre alta em dias de prova;
16 - porque se liga em tudo, não consegue concentrar a atenção em um só estímulo;
17 - baixa auto-imagem e auto-estima; não gosta de ir para a escola;
18 - esquiva-se de ler, especialmente em voz alta;
19 - perde-se facilmente no espaço e no tempo; sempre perde e esquece seus pertences;
20 - tem mudanças bruscas de humor;
21 - é impulsivo e interrompe os demais para falar;
22 - não consegue falar se outra pessoa estiver falando ao mesmo tempo em que ele fala;
23 - é muito tímido e desligado; sob pressão, pode falar o oposto do que desejaria;
24 - tem dificuldades visuais, embora um exame não revele problemas com seus olhos;
25 - embora alguns sejam atletas, outros mal conseguem chutar, jogar ou apanhar uma bola;
26 - confunde direita-esquerda, em cima-em baixo; na frente-atrás;
27 - é comum apresentar lateralidade cruzada; muitos são canhestros e outros ambidestros;
28 - dificuldade para ler as horas, para seqüências como dia, mês e estação do ano;
29 - dificuldade em aritmética básica e/ou em matemática mais avançada;
30 - depende do uso dos dedos para contar, de truques e objetos para calcular;
31 - sabe contar, mas tem dificuldades em contar objetos e lidar com dinheiro;
32 - é capaz de cálculos aritméticos, mas não resolve problemas matemáticos ou algébricos;
33 - embora resolva cálculo algébrico mentalmente, não elabora cálculo aritmético;
34 - tem excelente memória de longo prazo, lembrando experiências, filmes, lugares e faces;
35 - boa memória longa, mas pobre memória imediata, curta e de médio prazo;
36 - pode ter pobre memória visual, mas excelente memória e acuidade auditivas;
37 - pensa através de imagem e sentimento, não com o som de palavras;
38 - é extremamente desordenado, seus cadernos e livros são borrados e amassados;
39 - não tem atraso e dificuldades suficientes para que seja percebido e ajudado na escola;
40 - pode estar sempre brincando, tentando ser aceito nem que seja como "palhaço" ;
41 - frustra-se facilmente com a escola, com a leitura, com a matemática, com a escrita;
42 - tem pré-disposição à alergias e à doenças infecciosas;
43 - tolerância muito alta ou muito baixa à dor;
44 - forte senso de justiça;
45 - muito sensível e emocional, busca sempre a perfeição que lhe é difícil atingir;
46 - dificuldades para andar de bicicleta, para abotoar, para amarrar o cordão dos sapatos;
47 - manter o equilíbrio e exercícios físicos são extremamente difíceis para muitos disléxicos;
48 - com muito barulho, o disléxico se sente confuso, desliga e age como se estivesse distraído;
49 - sua escrita pode ser extremamente lenta, laboriosa, ilegível, sem domínio do espaço na página;
50 - cerca de 80% dos disléxicos têm dificuldades em soletração e em leitura.


Crianças disléxicas apresentam combinações de sintomas, em intensidade de níveis que variam entre o sutil ao severo, de modo absolutamente pessoal. Em algumas delas há um número maior de sintomas e sinais; em outras, são observadas somente algumas características. Quando sinais só aparecem enquanto a criança é pequena, ou se alguns desses sintomas somente se mostram algumas vezes, isto não significa que possam estar associados à Dislexia. Inclusive, há crianças que só conquistam uma maturação neurológica mais lentamente e que, por isto, somente têm um quadro mais satisfatório de evolução, também em seu processo pessoal de aprendizado, mais tardiamente do que a média de crianças de sua idade.


Pesquisadores têm enfatizado que a dificuldade de soletração tem-se evidenciado como um sintoma muito forte da Dislexia. Há o resultado de um trabalho recente, publicado no jornal Biological Psychiatry e referido no The Associated Press em 15/7/02, onde foram estudadas as dificuldades de disléxicos em idade entre 7 e 18 anos, que reafirma uma outra conclusão de pesquisa realizada com disléxicos adultos em 1998, constando do seguinte:
que quanto melhor uma criança seja capaz de ler, melhor ativação ela mostra em uma específica área cerebral, quando envolvida em exercício de soletração de palavras. Esses pesquisadores usaram a técnica de Imagem Funcional de Ressonância Magnética, que revela como diferentes áreas cerebrais são estimuladas durante atividades específicas. Esta descoberta enfatiza que essa região cerebral é a chave para a habilidade de leitura, conforme sugerem esses estudos.


Essa área, atrás do ouvido esquerdo, é chamada região ocipto-temporal esquerda. Cientistas que, agora, estão tentando definir que circuitos estão envolvidos e o que ocorre de errado em Dislexia, advertem que essa tecnologia não pode ser usada para diagnosticar Dislexia.


Esses pesquisadores ainda esclarecem que crianças disléxicas mais velhas mostram mais atividade em uma diferente região cerebral do que os disléxicos mais novos. O que sugere que essa outra área assumiu esse comando cerebral de modo compensatório, possibilitando que essas crianças conseguiam ler, porém somente com o exercício de um grande esforço.
                                                             www.dislexia.com.br
                                                  Organizado por Pedagoga Luziane Nonato